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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Apenas sessenta segundos

Na última quarta feira, 16, longe dos olhares desatentos dos verdadeiros “patrões”, os nobres vereadores da nossa querida João Monlevade, bateram um novo recorde. Em apenas sessenta segundos os legítimos “representantes do povo” aumentaram seus salários em 10,58%. Sessenta segundos! Nem o alemão Michael Schumacher, corredor de fórmula um seria tão rápido. O projeto de resolução 226/2011, de autoria do Pastor Carlinhos e Cia, não teve sequer discussão. Ninguém apresentou emenda, ninguém pediu vistas ao projeto e muito menos votou contra. Nem o “papagaio de pirata” usou a tribuna para contestar. O reajuste dos salários dos nobres edis foi aprovado por unanimidade dos presentes. É certo que os 10 beneficiados da Câmara Municipal vão alegar que “quem trabalha deve ser bem remunerado”, também concordo com essa tese, mas difícil será explicar como os salários dos verdadeiros trabalhadores brasileiros tiveram um reajuste que não chegou a 7%. Enquanto o Governo Federal demorou cerca de 60 dias para aumentar o salário mínimo em pouco mais de 6%, nossos “artistas” deram uma lição de cidadania e comprometimento com eles mesmos e levaram apenas sessenta segundos para liquidar a fatura. Mais uma vez os “donos do poder” utilizaram a confiança do povo em benefício próprio. É aquele velho ditado: “primeiro eu”, “segundo eu”, “terceiro eu”, e “o povo é que se dane”. Num país sério, quem deveria aprovar os salários dos seus representantes teria que ser o povo, o legítimo patrão. Infelizmente vivemos no país do futebol e do carnaval. Nossos vereadores sempre fizeram leis que casam com os interesses próprios e de sua corja. E o povo? O povo é apenas mais um detalhe! Com o novo reajuste salarial, cada vereador vai receber a bagatela de R$ 5.477,02, além das diárias, contas dos celulares e demais mordomias. Nos próximos dias eles deverão votar um novo aumento. A chamada “verba de gabinete” que vai garantir a cada um deles mais R$ 3 mil, já está no forno para ser votada. E ainda dizem que o “Zé vai rodar”. Brincadeira!
(Texto Escrito pelo Zé Geraldo do Espinhaço)

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